Cultivando a Essência: O Equilíbrio entre o “Eu” e o “Outro”
- Vanessa Simão de Almeida
- 3 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de nov. de 2025

A jornada de educar não é sobre “podar” ou moldar nossos filhos para que sejam quem não são. É sobre cultivar sua essência única, como quem nutre uma semente com amor, paciência e confiança. Cada criança traz dentro de si um plano invisível de crescimento — basta o ambiente certo para florescer.
Educar não é moldar — é confiar no processo da vida. A criança é como um casulo: dentro dela, a natureza trabalha em silêncio. Quem força o casulo a se abrir antes da hora, impede a borboleta de nascer inteira.
Muitas vezes, a pressão externa ou o desejo de agradar os outros nos faz esquecer de regar a raiz do nosso filho. O resultado são crianças que se sentem “um grão de areia no deserto”, desconectadas da própria natureza. Por outro lado, o excesso de mimos — que transforma a criança em um “pequeno rei intocável” — gera adultos inseguros e despreparados para o mundo real.
A chave está no equilíbrio. Celebrar a individualidade da criança sem esquecer o respeito ao outro. É uma dança harmoniosa entre o “eu” e o “nós” — onde liberdade e limite se encontram em equilíbrio.
Os limites, longe de serem prisões, são como raízes firmes: dão sustentação para que o crescimento siga em segurança. E quando são estabelecidos com respeito e coerência, tornam-se guias internos — não barreiras externas.
Toda característica humana tem luz e sombra. Uma criança tímida, por exemplo, pode ter dificuldade de se expressar (sombra), mas é também observadora e profunda (luz). A educação e
ssencial não tenta apagar a sombra, mas iluminar o caminho da consciência. Ela nos convida a dançar com as características únicas de cada criança, transformando desafios em superpoderes.
O equilíbrio entre o eu e o outro é o solo fértil onde nascem adultos íntegros, empáticos e livres. 🌳💖



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